Quanto Tempo Dura uma Crise de Ansiedade

Quanto Tempo Dura uma Crise de Ansiedade

Ataques de pânicos são frequentes em pacientes portadores de transtornos de ansiedade. Mas quanto tempo dura uma crise de ansiedade? Essa é uma dúvida frequente entre os pacientes.

A duração de um ataque de pânico varia bastante de pessoa para pessoa e também de acordo com tipo de transtorno que a acomete. Geralmente, o período dos picos de ansiedade pode durar até 40 minutos, podendo seu desconforto durar um tempo superior a esse.

Ademais, os pacientes com transtorno do pânico podem ter ataques repetidos em intervalos curtos.

Gravidade e sintomas de ataques de pânico

A duração dos ataques não é, necessariamente, uma determinante para diagnosticar a gravidade deles. A frequência das crises e a extensão dos danos causados por elas são os fatores mais relevantes a serem levados em conta pelo psiquiatra, na hora de indicar o melhor tratamento.

Um ataque de pânico é caracterizado por um início repentino de desconforto, sem um gatilho claro, e pode começar a qualquer hora e em qualquer lugar. Alguns sintomas incluem taquicardia, aumento da sudorese, calafrios, tremores, falta de ar, dor ou aperto no peito e medo da morte ou de perder a consciência e o controle das coisas.

Além disso, pessoas em crise também podem sentir tonturas, desmaios, palpitações cardíacas, formigamento e ondas de calor.

O documento Transtorno do Pânico: Diagnóstico, elaborado conjuntamente por três associações médicas diferentes, a Associação Brasileira de Psiquiatria, Academia Brasileira de Neurologia e a Academia Brasileira de Pediatria, cita que, no longo prazo, a crise terá consequências negativas, como diminuição da produtividade e diminuição do estado de bem-estar, a capacidade de socialização e de autorrealização do indivíduo.

Alguns sintomas físicos da ansiedade se parecem com os sintomas de outras doenças, como gastrite, anemia ou até doenças cardiovasculares. Não é incomum ver pessoas com crises de ansiedade procurarem atendimento médico de emergência por acharem que estão tendo um infarto ou algo do tipo.

Portanto, podemos resumir os principais sintomas conforme abaixo:

  • Dor no peito e taquicardia;
  • Respiração ofegante e/ou falta de ar;
  • Sudorese;
  • Tremores;
  • Sensação de fraqueza ou cansaço;
  • Náusea;
  • Tensão muscular;
  • Aumento ou perda de peso;
  • Queda de cabelo.

 

Causas e tratamento de ataques de pânico

Não há uma causa universal que explique o transtorno do pânico em todas as pessoas afetadas por esses sintomas. No entanto, em alguns casos, existem outros sintomas ou transtornos de ansiedade que precedem o ataque de pânico, o que ajuda a compreender o aparecimento desses ataques de pânico típicos.

Como muitos outros transtornos psicológicos, o tratamento do transtorno do pânico é baseado na psicoterapia e no uso de medicamentos específicos. Em particular, a terapia cognitivo-comportamental é particularmente proeminente no tratamento de tais doenças. 

Como todos os males de saúde, o passo inicial é encontrar um psiquiatra, o profissional de saúde mental que fará o diagnóstico assertivo e passará o tratamento adequado para cada situação.

Os transtornos de ansiedade são classificados em diferentes tipos e muitos deles causam ataques de pânico, porém os tratamentos variam e apenas um psiquiatra pode identificar e tipificar cada um.

O que fazer durante uma crise de ansiedade

Não é uma tarefa simples retomar o controle e a tranquilidade durante uma crise de ansiedade. Mas há algumas ações que podem ser feitas para amenizar o sentimento de angústia. Essa informação pode ser útil principalmente para pessoas que nunca passaram por uma crise. O que pode ser feito:

  • Retomar o controle da respiração, respirando profunda e lentamente;
  • Avaliar os pensamentos com alternativas otimistas;
  • Mudar o foco da atenção para tentar diminuir os efeitos dos pensamentos;
  • Movimetar-se para aumentar a distração;
  • Descansar após a crise e não voltar forçadamente às atividades normais logo após passar por picos de ansiedade.

Portanto, é importante que um especialista faça o melhor diagnóstico e indique os medicamentos e outros tratamentos mais adequados a cada caso, levando em conta suas particularidades.

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